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Iran Barbosa defende a manutenção do funcionamento da Escola Freitas Brandão

Escrito por Valesca Montalvão on .

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"Decisões unilaterais sobre o funcionamento das unidades de ensino nunca acabam bem. Vamos resistir!""Decisões unilaterais sobre o funcionamento das unidades de ensino nunca acabam bem. Vamos resistir!"O professor e vereador Iran Barbosa, do PT, foi convidado por colegas educadores para participar de uma reunião que aconteceu na tarde de ontem, 21 de março, na Escola Municipal de Ensino Fundamental General Freitas Brandão, da qual também participaram professores, diretores, funcionários, pais de alunos, alunos, ex-alunos, pessoas da comunidade e representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A reunião teve como ponto de pauta o possível fechamento da unidade escolar, localizada no Bairro Suíssa.

“A tarde de ontem foi dedicada a defender a continuidade do funcionamento da EMEF General Freitas Brandão. Os professores e a comunidade não tinham sido comunicados oficialmente sobre o possível fechamento. Decisões unilaterais sobre o funcionamento das unidades de ensino nunca acabam bem. Vamos resistir!”, defendeu Iran, ao explicar que o fechamento de uma Unidade de Ensino é um tema muito complexo, e de alta relevância social e que, por isso, não pode ser definido sem o necessário envolvimento dos interessados diretos na decisão e sem o envolvimento do Conselho Municipal de Educação e da sociedade.

"Quero lembrar que o ano passado o Município de Aracaju teve uma redução significativa no seu número de matrículas, apesar da demanda reprimida para atendimento na área da Educação, em Aracaju, ser imensa. Lembro também que existem metas estabelecidas no Plano Municipal de Educação a serem atingidas pelo Município no atendimento da população nas escolas da Rede que não estão sendo observadas, principalmente na Educação Infantil, que envolve Creche e Pré-Escola. Como podemos fechar unidades escolares num cenário desafiador como este?, questionou o parlamentar.

De acordo com a professora Iara Mendes, os professores do Freitas Brandão não sabiam da decisão.

“Estamos em período de férias e fomos tomados de surpresa sobre essa decisão, uma vez que não fomos comunicados oficialmente de nada, apesar de a equipe diretiva ter tido ciência. Se não houvesse o vazamento de informação, corríamos o risco de voltar das férias e encontrar a escola com as portas fechadas. Diante disso, realizamos uma reunião para definir os primeiros direcionamentos de luta contra essa decisão”, disse.

Nesta quinta-feira, professores da escola, alunos e pais de alunos estiveram na Câmara Municipal de AracajuNesta quinta-feira, professores da escola, alunos e pais de alunos estiveram na Câmara Municipal de AracajuPara a professora Joelina, a contribuição do vereador Iran foi fundamental. "A presença do professor Iran à nossa reunião vem mostrar, mais uma vez, que o exercício parlamentar não pode acontecer somente na tribuna. Ele acontece na rua e no chão da escola. Iran estimulou o diálogo entre os pares e esclareceu pontos importantes da pauta, o que nos deixou fortalecidos para seguir na luta sobre o direito de ter inserido o nome da nossa escola EMEF General Freitas Brandão no quadro de oferta de matrícula do ano de 2018”.

Tribuna

No Parlamento Municipal, nesta quinta-feira, 22, Iran destacou a importância do serviço prestado pela escola, criticando o método adotado por parte da SEMED sem o diálogo prévio necessário.

“É lamentável que os procedimentos administrativos que são tomados não sejam discutidos com os principais interessados. Não foi debatida, com a comunidade escolar, essa perspectiva de fechamento”, disse Iran, cumprimentando os professores da escola, alunos e pais de alunos que acompanhavam a sessão. “Neste momento, os professores do Freitas Brandão e a comunidade estão mobilizados e resistindo duramente contra a iniciativa de fechamento da escola”.

“Parabenizo a comunidade pela luta e apelo à sensibilidade da secretária para que compreenda todas as condicionantes sociais envolvidas nessa medida”“Parabenizo a comunidade pela luta e apelo à sensibilidade da secretária para que compreenda todas as condicionantes sociais envolvidas nessa medida”“Solicito que a Secretária, Professora Cecilia Tavares, reveja essa medida. É preciso entender que uma escola não se fecha desta maneira. Aproveito para esclarecer que, após a reunião de ontem, os professores informam que a escola foi reincluída no sistema de matrículas, após ter sido excluída de forma arbitrária. Parabenizo a comunidade pela luta e apelo à sensibilidade da secretária, que é uma assistente social, para que compreenda todas as condicionantes sociais envolvidas nessa medida”, posicionou-se Iran Barbosa.

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