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Presidente da Comissão de Educação participa de Seminário de Formação na UFS

Escrito por Assessoria de Comunicação on .

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Vereador Professor Iran na mesa de debatesVereador Professor Iran na mesa de debatesNa última sexta-feira, dia 20 de abril, o Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de Aracaju, Vereador Iran Barbosa, participou do Seminário de Formação Política, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs).

Iran Barbosa, que também é professor da Rede Pública de Ensino, foi convidado para integrar a Mesa de Debates que discutiu a temática das "Opressões", tratando sobre " o papel dos trabalhadores da educação na luta contra o machismo, o racismo e a homofobia".

O Vereador dividiu a Mesa de Debates com o Jornalista e militante do Movimento Negro, Pedro Alexandre, e com a servidora da UFS e militante feminista, Verônica Barros. Os debates ocorreram no auditório da ADUFS.

Durante a sua participação, Iran lembrou da necessidade de iniciar o tema da discussão, refletindo sobre a quais sujeitos nos referimos quando falamos dos trabalhadores em educação.

"É preciso incorporamos, definitivamente, ao nosso discurso e nossas práticas, a ideia abrangente de trabalhadores em educação para incluirmos, nesse universo, além dos docentes (professores e pedagogos), todos os trabalhadores que mantêm a instituição escolar funcionando: oficiais administrativos, serventes, merendeiras, porteiros, vigias e todos os demais trabalhadores para os quais buscamos a condição de Profissionais da Educação, conforme preconiza a legislação de ensino e em conformidade com a 'Área 21' do catálogo de Formação Profissional regulamentado pelo Conselho Nacional de Educação", destacou o parlamentar, lembrando que quaisquer reflexões e/ou ações que visem a resistência às opressões no interior das unidades de ensino da Educação Básica não podem prescindir do envolvimento de todos esses atores que devem ser vistos com destacado papel para a formação cidadã contra o machismo, o racismo, a homofobia e todas as demais formas de opressão social.

Na condição de professor de História, o Vereador Iran Barbosa resgatou a formação histórica da Sociedade brasileira, destacando o Colonialismo, o Coronelismo, as diversas fases de Ditadura pelas quais passamos e os sucessivos golpes políticos que ocorrem ao longo da nossa História como elementos evidenciadores da nossa matriz autoritária e geradora de toda forma de opressão. Do ponto de vista econômico, Iran lembrou que a nossa Nação tem na sua matriz formadora a marca da escravidão, indígena e negra, como elemento fundador das relações de trabalho, o que gerou uma cultura preconceituosa, discriminadora e racista, que até hoje não foi superada.

Em relação à homofobia, Iran se valeu de estudos da Fundação Perseu Abramo que apontam para uma íntima relação entre elevação dos níveis de escolaridade e diminuição de posturas homofóbicas.

"O estudo mostra que as Escolas e as Universidades são espaços privilegiados de combate à cultura homofóbica, pois identificou que quanto mais elevado é o nível de escolaridade das pessoas, menos tendentes a adotar esse tipo de postura elas serão", destacou o debatedor.

Inserindo o debate na conjuntura pela qual passa o nosso país, o Vereador também pontuou que o momento em que vivemos exige o enfrentamento às posturas opressivas que se fortalecem com o robustecimento do fascismo em nosso meio; com a crise de valores que tem levado setores da sociedade, da política, da justiça e da mídia a defenderem medidas e discursos que estimulam o ataque às conquistas civilizatórias que vinham produzindo a diminuição do machismo, do racismo e da homofobia.

"Estamos vivendo uma quadra em que os reacionários de toda ordem, insatisfeitos com a conquista de marcos legais que têm nos municiado de instrumentos para combater toda forma de opressão, de que são exemplos o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto da Igualdade Racial, o Estatuto do Idoso, o Estatuto da Juventude, o Estatuto do Desarmamento, a Lei Maria da Penha e outras importantes conquistas obtidas pelos movimentos sociais organizados; partem para cima do nosso projeto civilizatório com a ferocidade fascista, o que nos obriga a travar o bom combate contra eles", disse.

"A Escola é um dos mais importantes palcos dessa disputa e nós, os trabalhadores da educação, devemos ser artífices destacados desse embate. É por isso que eles se apressam em propor e aprovar reformas educacionais que idiotizam o currículo escolar, retirando do seu itinerário formativo os componentes de caráter político-reflexivo, por exemplo. É também nessa mesma esteira autoritária que eles tentam propalar a farsa da chamada "escola sem partido", que nada mais é do que uma tentativa desesperada de impedir que a escola cumpra a missão que lhe foi destinada pela Carta Magna: formar para o exercício da cidadania", finalizou o parlamentar e professor.