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Aumento da miséria e da fome é tema de discurso de Iran Barbosa

Escrito por Valesca Montalvão on .

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Aracaju ficou em 4º lugar entre as capitais do NordesteAracaju ficou em 4º lugar entre as capitais do NordesteNa manhã desta quinta-feira, 10, o vereador Iran Barbosa (PT) fez uma análise dos dados apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, de 2017, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O parlamentar destacou que o estudo revela um cenário desalentador, consequência da política que se encontra em andamento no Brasil e que deve ser combatida veementemente.

Segundo os dados, o Nordeste foi a região que mais cresceu em números negativos relacionados à pobreza. “Entre 2016 e 2017, a pobreza extrema cresceu 11,2% no interior desta região e o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema aumentou 9,2% nas regiões metropolitanas das nove capitais do Nordeste”, disse Iran.

Sobre Sergipe, no mesmo período, o estado teve aumento de 22% de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

Entre as capitais do Nordeste, Aracaju ficou em 4º lugar no que concerne ao crescimento de pessoas em extrema pobreza.

“As informações evidenciam que o aumento do desemprego que assola o país, bem como a redução do número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família foram os fatores principais para o aumento da extrema pobreza. O Nordeste, por exemplo, teve um recuo de 130 mil Unidades recebendo o Bolsa Família”, afirmou Iran, ao apontar os motivos para este cenário.

Para o vereador, esses são dados que revelam uma realidade que já é conhecida, empiricamente, por todos que andam nas ruas e acompanham o aumento do número de crianças pedindo dinheiro nos semáforos, de idosos que voltam a pedir comida nas portas, de pessoas vivendo nas ruas, e ele defende que essa realidade não pode ser acompanhada de forma passiva.

“Tudo isso é resultado desta política que está em andamento em nosso país, que tem sido adotada pelo governo federal e vem sendo reproduzida em grande parte das unidades federadas. É uma política excludente, que retira direitos sociais e direitos dos trabalhadores, que não investe em políticas sociais, empobrecendo a população para favorecer as elites e os grandes capitalistas nacionais e estrangeiros”, lamentou.

“Devemos responsabilizar, também, aqueles que foram os fomentadores desta construção, porque o Brasil está vivendo uma situação extremamente difícil e desta forma não pode continuar. Por isso a luta contra o modelo econômico e social em vigor tem que ser permanente”, defendeu Iran Barbosa.

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