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Candidato à presidência nacional do PT vem a Sergipe

Escrito por Assessoria de Imprensa e Comunicação on .

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Valter Pomar é o primeiro candidato à presidência nacional do PT a desembarcar em SergipeValter Pomar é o primeiro candidato à presidência nacional do PT a desembarcar em SergipeO dirigente nacional do PT e secretário-executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, candidato a presidente nacional do PT pela corrente Articulação de Esquerda, nas eleições internas marcadas para 10 de novembro deste ano, desembarca em Sergipe amanhã, 23/4. Pomar participa de debate em Estância sobre “A crise do Capitalismo e os reflexos no Brasil”. O debate será na escola Aroldo Rocha, na rua Joaquim Calazans, antiga Rua do Ferreiro, às 19h, em Estância.

Para Pomar, o Brasil vive um momento positivo ímpar fantástico, em nível regional e mundial, o que impõe grandes desafios. A crise do capitalismo, o declínio da hegemonia dos Estados Unidos, o deslocamento geopolítico em direção à Ásia, criaram uma instabilidade perigosa, mas ao mesmo tempo é esta instabilidade que permite dizer que “o jogo ainda está sendo jogado”.

“Nosso desafio como esquerda brasileira é estar à altura dessas circunstâncias, e fazer o que precisa ser feito, não apenas para que o povo viva melhor, não apenas para superar o neoliberalismo, não apenas para superar o desenvolvimentismo conservador, mas também para recolocar o socialismo como alternativa prática para os problemas da maioria do povo”, destacou.

“Se nós do PT não conseguirmos isto, teremos que esperar muitas décadas para que se abra uma nova janela histórica. Agora, para conseguir isso será preciso superar uma tradição da história brasileira, a de mudar conciliando e preservando grande parte das relações sociais do passado”, defende.

Candidatura

Valter Pomar é o primeiro candidato a presidente nacional do PT a aparecer em Sergipe. Na disputa pela presidência da sigla também está o atual presidente nacional do PT, Rui Falcão. O deputado federal Paulo Teixeira, do PT-SP, também é candidato.  Mas, em Sergipe, a disputa se dará mesmo entre Pomar e Falcão, porque no estado a disputa será entre duas tendências , o agrupamento Construindo um Novo Brasil, liderado por Marcelo Déda, Rogério Carvalho e Márcio Macedo; e a Articulação de Esquerda, liderada pela deputada Ana Lúcia, pelo vereador Iran Barbosa e pelo Professor Dudu, de Estância. 

Para Valter, a eleição interna pode ser muito importante para formular uma nova estratégia para o PT enfrentar a nova situação política, nacional, regional e mundial.

“Em parte por causa dos efeitos da crise, em parte porque a burguesia não gosta da combinação de salários altos e desemprego baixo, está ocorrendo uma mudança na postura do grande capital frente ao governo federal encabeçado pelo PT. As condições excepcionais que permitiram a um governo de centro-esquerda, liderado por Lula, melhorar a vida dos pobres e garantir grandes lucros aos ricos estão deixando de existir. O PED é o momento de debater esta nova situação e de decidir que caminho seguir. Claro que haverá os que defendem que o caminho a seguir é fazer concessões ao capital, via concessões, desonerações, subsídios e flexibilizações na legislação trabalhista e social. Confio, entretanto, que a maioria do Partido vai optar por outro caminho, com mais democracia, reformas estruturais, fortalecendo o mundo do trabalho, reafirmando nossos compromissos socialistas”, ressaltou o petista.
 
Partido e governo

A tese principal da Articulação de Esquerda para tentar desbancar o atual grupo majoritário nas próximas eleições do PT é destacada por Valter.

“Muita gente no Partido ainda não aprendeu a diferenciar o ser governo do ser governista. É óbvio que o PT deve defender, sustentar, apoiar seus governos. Mas o papel do PT vai além disso. Os governos de coalizão, como foram os governos Lula e como é o governo Dilma são governos em disputa. Cabe ao PT disputar seus governos, o que supõe perceber as diferenças entre governo e partido, evitando o governismo que confunde um e outro. Cabe ao PT disputar a sociedade para acumular forças em favor de seu projeto programático, estratégico e histórico. Se não fizermos isso, vamos acabar transformando o programa mínimo de um governo de coalizão, no programa máximo do partido. Infelizmente, amplos setores do PT cometem este erro, consciente ou inconscientemente”, avalia o dirigente do PT nacional.