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Iran Barbosa participa de Audiência Pública que discutiu alternativas para o Velho Chico

Escrito por George W. Silva on .

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Público presente reuniu gente do Sertão e de outras regiõesPúblico presente reuniu gente do Sertão e de outras regiõesNa noite da quarta-feira, 14, o Vereador Iran Barbosa (PT) esteve na cidade de Canindé do São Francisco, onde participou da Audiência Pública “Desafios e Alternativas para Salvar o Velho Chico”, realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Sergipe, coordenada pela Deputada Ana Lúcia (PT), em parceria com a Associação Comunitária Nossa Senhora da Conceição e Rádio Comunitária Amanhecer FM 104,9.

O evento teve como palestrante Maciel Oliveira, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, e contou com as participações de representantes dos poderes Executivo e Legislativo, estudantes, trabalhadores, militantes sociais, sindicais, presidentes de Associações e de Colônias de pescadores, ambientalistas e populares do Sertão sergipano e de outras regiões.
Em sua fala, Iran Barbosa defendeu ações que vão na linha da revitalização urgente do Rio São Francisco. Também lembrou que durante a sua passagem pela Câmara Federal, integrou a Comissão de Meio Ambiente e propôs à criação da Sub-Comissão Especial em Defesa do Rio São Francisco, conseguindo a aprovação da proposta. 
 
“Presidi essa importante Comissão e demandei diversas iniciativas na perspectiva de qualificar e impulsionar a luta em favor do nosso Velho Chico, tão importante para todos nós sergipanos”, disse Iran.

 

Situação degradante

O palestrante Maciel Oliveira destacou que em seus 2.863 quilômetros, o Rio São Francisco possui 168 afluentes, que perpassam seis Estados brasileiros – incluindo Sergipe – e mais o Distrito Federal, atingindo 505 municípios. Após ressaltar a importância ambiental, econômica, social e cultural do Rio São Francisco para a população que vive às suas margens, Maciel apresentou dados que demonstram a situação degradante do rio: 70% da água da região Sub-média do São Francisco está imprópria para consumo humano. Na Região do Baixo São Francisco, este percentual é de 55%. 
 
“O principal problema do Rio São Francisco não é escassez hídrica, mas sim a escassez de governança. Se tivéssemos prioridade política, não estaríamos vivendo a grave crise hídrica que estamos vivemos. Não adianta apenas criar uma secretaria de recursos hídricos e não ter equipe técnica competente, nem eficiência para cobrar, nem ter instrumentos de gestão”, criticou, destacando a poluição e o esgoto sanitário como alguns dos principais causadores de desequilíbrio ambiental da Bacia do São Francisco.