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Iran rebate ataques aos dados apresentados sobre Educação

Escrito por Valesca Montalvão | Foto: César de Oliveira on .

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"Os dados são oficias e estão à disposição de quem quiser conferir”"Os dados são oficias e estão à disposição de quem quiser conferir”“Não existem cálculos de Iran. O que eu apresentei na Câmara Municipal, na Assembleia do Magistério e na imprensa foram os dados publicados pela Secretaria Municipal da Fazenda no Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Aracaju, referente ao 3º bimestre deste ano. Os dados são oficias e estão à disposição de quem quiser conferir”, rebateu o vereador Iran Barbosa, do PT, diante das tentativas de desqualificação dos dados que foram apresentados pelo parlamentar em relação às receitas e despesas da educação municipal.

Nesta quarta-feira, 13, o vereador Iran ratificou, na tribuna da Câmara, o levantamento de dados que apresentou na semana passada.

“Não adianta tentarem convencer os professores e a sociedade da impossibilidade de reajuste do valor do Piso Salarial do Magistério sem dialogarem sobre os dados que estão publicados e que apresentam a realidade das receitas e despesas da Educação”, afirmou.

Iran aproveitou a oportunidade para afirmar que negar a garantia do reajuste do valor do Piso sobre o argumento de uma possibilidade de déficit de arrecadação de recursos não é razoável.
"Temos que analisar, também, o comportamento histórico da arrecadação e, principalmente, observar o que foi realizado em termos de arrecadação até o momento. Ao fazermos isso, verificamos as possibilidades concretas de negociação. Falar em perspectiva de déficit é tratar de possibilidades e não da realidade, além disso, é preciso dizer em comparação com o que se fala na perspectiva de déficit", analisou o Vereador.

Iran continuou sua análise dizendo que “a Prefeitura está trabalhando em cima de uma perspectiva de que haja um déficit de arrecadação de recursos do Fundeb até o final do ano. Isto é, a Administração Municipal está trabalhando com perspectiva e eu estou trabalhando com dados reais, realizados efetivamente”, disse Iran.

Ainda segundo Iran, outro argumento utilizado pela Administração é o de que, até o mês de julho, a prefeitura gastou 93% dos recursos do Fundeb com a folha do Magistério.

“Esse número é dito para inibir o professor de lutar pelo reajuste. Não vale o argumento que se tem usado quase a totalidade do Fundeb para pagar a folha do magistério, visto que essa informação não é nova e tem sido assim em outros anos. Apesar disso, quando chegamos ao final do exercício, o Município sequer aplica o mínimo de 25% na Educação porque os recursos para educação não são apenas os recursos do Fundeb. Portanto, os professores estão corretos em exigir o reajuste do piso salarial”, avaliou Iran Barbosa, lembrando que em todos os anos entre 2013 e 2016 também havia um comprometimento elevado dos recursos do Fundeb para pagamento da folha de pessoal e, apesar disso, em todos os anos houve reajuste do valor do Piso.

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