Iran destaca Nota Conjunta sobre aulas remotas em Sergipe

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O professor e deputado estadual Iran Barbosa (PT), durante a Sessão da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizada nesta quinta-feira, 25, destacou o conteúdo da nota conjunta sobre as aulas remotas nas escolas públicas de Sergipe. O parlamentar também solicitou que o documento ficasse registrado nos anais da Casa.

De acordo com Iran, a nota é assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) e pela União Sergipana dos Estudantes Secundários de Sergipe (Uses), e contém o posicionamento das três entidades sobre a adoção das aulas remotas nas redes públicas de ensino de Sergipe.

“A nota aponta questionamentos importantes, como também cobra respeito às normativas infraconstitucionais definidas pelos Conselhos Nacional, Estadual e Municipais de Educação e pela Nota Técnica do Ministério Público Estadual sobre o tema. Há relatos de professores que estão sendo compelidos a adotar esse modelo de aulas ao arrepio do que determinam essas normativas”, disse Iran, chamando a atenção das secretarias estadual e municipais sobre o que as normativas dispõem.

Ainda segundo Iran, a nota cobra que os gestores públicos apresentem diagnósticos sobre as possibilidades concretas de acesso, por parte dos estudantes, às aulas remotas; sobre quais são as condições reais disponibilizadas pelo poder público para que os professores ofereçam essas aulas, sem que precisem dispor dos seus recursos pessoais; e sobre qual a formação que os educadores estão recebendo para ofertar esse procedimento educacional.

“A atual situação socioeconômica dos estudantes permite o acesso à internet com todo o equipamento necessário? Quantos alunos conseguem ter acesso a esse instrumento pedagógico? Quais as condições materiais para que os professores ofertem essas aulas? O professor não pode ser instado e obrigado a garantir, às suas custas, um procedimento metodológico, utilizando seus equipamentos e linhas de internet pessoais. Além disso, é necessário que se leve em consideração que nem todo professor e professora tem a formação necessária para lidar com as novas tecnologias. Esse é um limite que está colocado para muitos homens e mulheres, dos mais variados campos profissionais, que, por razões diversas, não tiveram a oportunidade de formação para o uso desses recursos tecnológicos no seu fazer laboral”, comentou.