Deputado Iran Barbosa apela para que a UFS dê posse ao professor Ilzver Matos

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Professor doutor Ilzver Matos, que já esteve na Alese para tratar do descumprimento da UFS à lei federal das cotas | Foto: Jadilson Simões

O deputado Iran Barbosa, do Psol, apelou, na manhã desta terça-feira (2), na reabertura dos trabalhos do Poder Legislativo sergipano, para que as instâncias pertinentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) assegurem a convocação, nomeação e posse do professor doutor Ilzver de Matos Oliveira na vaga conquistada por ele em concurso público para o Departamento de Direito, no campus de São Cristóvão.

“O doutor Ilzver de Matos conquistou a sua vaga em concurso público. A UFS precisa assegurar que essa vaga seja ocupada por ele. A vaga é de Ilzver e a Universidade precisa, urgentemente, tomar as medidas necessárias para comprovar que naquela instituição não cabe racismo institucional”, afirmou o parlamentar em seu pronunciamento.

O professor Ilzver de Matos foi aprovado em primeiro lugar, pela cota racial, e em segundo lugar, pela ampla concorrência, no concurso público para professor do Departamento de Direito da UFS, em 2019, mas vem sendo impedido, desde então, de assumir a vaga por conta de sucessivas decisões, desprovidas de fundamentação e eivadas de incongruências, contrárias à sua convocação, em total descumprimento à lei federal de cotas raciais nos concursos públicos. Negro e candomblecista, Ilzver vem sendo preterido em relação ao preenchimento da vaga e continua lutando para que a UFS reconheça o seu direito.

Para o deputado Iran Barbosa, a vaga é incontestavelmente do professor Ilzver de Matos por tê-la conquistado via concurso público, preenchendo todos os pré-requisitos legais exigidos.

“O fato de uma pessoa concursada ser negra e praticante do Candomblé não pode servir de desculpa para ela não ter acesso à vaga conquistada. Portanto, eu quero reiterar o apelo para que se garanta a convocação, nomeação e posse do professor Ilzver na vaga que ele conquistou na Universidade Federal de Sergipe através do verdadeiro instrumento de acesso ao serviço público, que é o concurso. A sociedade está vigilante. Não vamos admitir qualquer tipo de racismo institucional dentro da nossa universidade”, enfatizou Iran Barbosa.